domingo, 30 de julho de 2017

DESENHANDO O ENCONTRO


As marquinhas do grafite
contornam a crença
do poeta,
e quando chegam
ao sagrado
quedam sobre
a tua boca,
minha curva predileta...
Oceanos se formam,
Mel e sal em abundância,
As ondinhas dançam
Horizontes delineiam-se
para alcançar a distância
As estrelas se acendem
iluminando o encontro,
Junto aos tornozelos
de Vênus
renovo a minha fé
deitando o meu singelo verso
e te espero reverso

*

Vera Lúcia Bezerra Freitas
Pagina do Escritor: Recanto das Letras


segunda-feira, 24 de julho de 2017

TODA ESSA COISARADA













Esboço do rascunho
demência imagem
em fragmentos áridos,
Ruídos sem sombras
nem passos,
almaços enfadados
ao lado.
Truculência do estado            
desassossego
que assombra
o peito
acomete o corpo
adoece o sujeito
e embarga
os mesmos fatos.
Permeando no tempo
mancando desfigurado
sem soma, inexato.
Nem sopro ou vento
poeira, paisagem
nem credo
devolve a paz.
Rodeios alheio
enovela quilômetros
lentidão e o caos,
Em macha bandeira
na engaja os feridos
adornos doídos
no ultimo apelo
sangrando a alma.
Planície, planalto
umidade escassa
frio seco
chão craquelado,
Pele esturricada
Ar, ar, ar
Cheiro de pinho
Ipê,
parque da cidade
folhas secas
Flores rosadas
Sementes rasteiras
Arvores desfiada
Céu inteiro
Nuvens em prata
Ar, ar
Cenário em pauta
Desinteirado
Interface degrado
de o brado,
 ar...

 *
Vera Lúcia Bezerra Freitas
Pagina do Escritor: Recanto das Letras
Imagem do Google



domingo, 23 de julho de 2017

AMIGO
















Tentei não dizer nada,
abrandar as palavras
que do peito fazem abrigo.
Parecia tudo direito
Eu repetia a minha
certeza em alta tom
para os meus ouvidos.
 “hei, amigo não é para ficar
revirando aqui dentro
perturbando os sentidos”...
"Amigo",
fico sem jeito
mas preciso lhe dizer
que me abateu tal surdez
e até deles eu duvido,
nem zumbidos...
Arredias palavras!
As escondidas criaram asas
debandando por ai...
E o coração, quem diria!
Não ficou pra traz
por algo tão voraz
aceitou correr o perigo...
Ta feito,
reconheço o descuido meu,
perdoa os absurdos
a falta de jeito
Hora, até o peito
perdeu o respeito
conspirou e me traiu...
Se cuida,
que soltos vão os sentidos
se te encontrem,
adeus amigo
*

Vera Lúcia Bezerra Freitas
Imagem: Google
Pagina do Escritor: Recanto das Letras

domingo, 9 de julho de 2017

SER SEU AMOR















A poesia que devoro me devora!
Meus olhos percorrem
os deslizes dos teu pedidos
querendo está dentro destes...
Chegam como pétalas
passeando hora suave,
hora quente sobre minha face,
provocando a malícia
e adoçando os meus sentidos...
Teu sabor! Sonhar... E sonhar...
Ouça o quebrar dessa barreira,
“minha nudez"
se desfazendo em versos
aos teus olhos mortais
Eis me ai...
Debruce sobre mim
e com a fome dos seus dedos
desenhe sobre o meu corpo
os seus arabescos  secretos
Afunde a maciez dos teus lábios
sobre o meu seio, é seu,
não vê a leitura intrínseca pulsado
o “sempre” bem aqui?
Toma o rosado dos botões...
Diga as palavras secretas
ao perdermos os sentidos
para findar o meu mártir
minha louca alquimia


*
Vera Lúcia Bezerra Freitas
Imagem do Google

Pagina do Escritor: Recanto das Letras