domingo, 20 de setembro de 2015

NA PARTE MAIS ÍNTIMA DO SER




Na parte mais terna, no íntimo do ser
Como haveria de eu saber sem antes saber de ti...

Quando o verso insinuou-se para haver
Levou-me junto, confiou-me seus ais desejos despidos 
fez renascer, florir o peito dantes insípido. 
Reavivou a face, aos murmúrios amarelados
deu-lhes de volta a vida!

Os ventos moviam-se em balanço da alma
como sendo apenas brisa, 
tudo acordava, o coração assim permitia...

Necessitava tocar-lhe, sorver da intimidade, aprazer-se.
Curvou se até os seus lábios,
ensandecendo- a de tamanho fascínio
Deitou-se aninhado ao corpo miúdo e esguio...

Desejou nunca mais acordar
Rendendo se aos apelos em ondas indo e vindo,
extasiados rendidos em frenesi....
A quem caberia a leitura doutros dias?


*Saberia do seu querer, acordar ou dormir ?
.

*Vera Lúcia Bezerra Freitas
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Pagina do Escritor:



INQUIETUDE



















Não é sábia a inquietude.
Talvez por isso, nada é tão invasiva
quanto essa presença
E ao mesmo tempo, a ausência...

E ainda assim fazer o peito arder
A lágrima desprender, o choro verter
sem ao menos ver-te
Que o diga ter.

Saudade; como pode ser?
Não ter braços e ainda assim
Aperta até moer.
Não ter asas e saltar despenhadeiros
Pra sobreviver...

Der baquear, quebrar, derreter
Pudera entender o submisso, o ser.
A surdina essa dor no peito
Gritar, adoentar de tanto querer-te, perecer...
*


* Vera Lucia Bezerra Freitas
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domingo, 13 de setembro de 2015

SER TEU AMOR


















A poesia que eu devoro me devora! 
Meus olhos percorrem o deslizar dos Teus pedidos
Querendo estar dentro destes


Chegam-me como pétalas passeando
hora suave, hora picante sobre a minha face
provocando a malícia e adoçando os meu sentidos...


Teu sabor! Sonhar... E sonhar...
Ouça o quebrar dessa barreira
A minha nudez”
se desfazendo em versos aos teus olhos mortais.
Eis me ai...


Debruce sobre mim, e com a fome dos
teus dedos desenhe sobre o meu corpo
Os teus arabescos secretos...


Afunde a textura dos teus lábios sobre o meu peito,
é seu, não vê a leitura Intrínseca
pulsando “ esse sempre” bem aqui?

Toma o rosado dos botões, 
diga as palavras sagradas
pra findar meu mártir minha alquimia. 

*
Vera Lúcia Bezerra Freitas
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Pagina do Escritor



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

BREVE




















Havia brevidade naquele amanhecer
“Parecia urgente sentir a vida 
e a falta dela no pulmão, tão voraz”. 
E agora? 
Onde esta o avesso daquela vontade
também chamada saudade, 
se não, em um abraço pendente?
Qual seria o lugar daquela pressa esperançada? 
Alguém ai, se lembra do que?
Dessa dor que consegue passar como sendo 
eternidade, dessa falta que tanto move
Desnudando e revelando coisas afins...
Sempre ele, no afã de mergulhar,
Sempre após o disparo...
Em meio a neblina ha a alma açoitada
por essa truculência nas palavras...
E dai?
Sempre restam essas paredes como dantes,
este pedido de socorro sem qualquer resposta.
Somos humanos, tão passíveis de erros, 
do nada já retirante, em vulneráveis passos 
restando- nos...  
Toc,  toc , toc Meia Noite! Possibilidade em casa?

*

Vera Lúcia Bezerra Freitas
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