sábado, 13 de março de 2010

Segreda-me na Boca

Segreda-me na Boca
Conta os teus esquecidos
Os guardados, os novos achados!
Não espere respostas dos
cochichos
Surreais aos ouvidos!
Vem ficar por aqui, comer, beber deitar
O ph do hálito fermentando, rendendo situações!
Fale de encontro á minha boca
Contradiga coisas outras mais...
Segreda-me, que eu os como...
Fale, fale
Para não te incomodar mal respiro ao mastigar
E a mente voa... Quanta bagagem!
Ahhh!
Poeta com queixa de barriga vazia é mais uma invenção
Ou falta de coragem...

VERA
Imagem Google

terça-feira, 9 de março de 2010

Voz, de Sergio Bittencourt

Que seria da vida sem Voz, Poesia?
Voz
Cada vez que te ouço, vou e vôo
Minh'alma se desapega e lança planos
Cobrindo meu espírito da soltura da tua voz
Desce por meu corpo inerte um estremecer sonolento
Ferve minha carne, corroendo a tristeza
Desmanchando a dor te florescer a luz
Desova um turbilhão de cores
Salientando os desejos
trucidando todo o odor da noite que se foi
E vem, mais uma vez, a lua brilhante
Contando segredos do dia
Falando de estrelas cadentes
Parodiando sobre os caminhos do sol.
*
*Sergio Bittencourt
Imagem GoOogle

segunda-feira, 8 de março de 2010

Concha do Mar

Deixo-me estar
olhos fechados
Sinto teu perfume
Sinto teu calor
O dia já acordou lá fora
mas aqui dentro
A noite ainda dorme
E eu sonho
Teus olhos de fogo
teus lábios quentes
tuas mãos macias
teus braços de mar
Teu corpo de concha
protegendo a pérola
eu
poeta dentro de ti.

Carmen Regina Dias
Imagem Google

domingo, 7 de março de 2010

Juntando Peças...

Assisto-me sentada na borba do abismo
Quando olho, avisto a profundidade que hábito
É, eu sou um artista que enfeita “os riscos”
E indefinidos engraçam ou disfarçam
Sou eu que ajunto às coisas a volta
E se aqui junto, sou ajunto isto
Apodero-me delas feliz! Apodero-me delas e choro!
Se esperares de eu um olhar crítico, não olhe.
Jogo-me no poço e em meio à queda solta
Imagino este salto como sendo queda naquela boca

Posso inventar e voar mais looonge do que avisto
Ter essa história regida de glorias ou um arrisco...
Viajar no fascínio da loucura nua

Há tempos me despes já não me visto
Resisto enquanto insinuas, enfim!
“Se quiserdes também posso voltar á mim”
Acordar, para noutra arena ajuntar
O que restarem do EU, "inteira" dos amontoados fins...
*
Vera Lúcia Bezerra Freitas
Imagem GOOgle

Dormir

DORMIR
Enquanto dormias faróis ardiam
E o mar afogava as fábulas
Dentro dos meus olhos...
As narinas derretendo
Trazendo as vertigens que a alma
Não permitia!
A lua ofuscava o interior da senzala e
Engolia o caminho das estrelas
A noite açoitava...
O calor não me tomavas
O frio governava sem doçura
Nem afagos, nem luxuria...
Despias-me
Em nada mais acreditava
Imagem, miragem...ilusão?
- E o semblante gentil do maior profeta
Do futuro que me cria
Alumia pra luz doutros dias?
Sopras, soprassss me
Então eu creio.
E pareço que nunca vi o passado.

Vera Lúcia Bezerra Freitas
Imagem GOOgle